Offline
MENU
Publicidade
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/148529/slider/7bfd17b9156cacd355150fa1bfe64315.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/148529/slider/892860f7f0e91ad7b45ac5005a07c6d7.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/148529/slider/d117ded633dc476dac23dccb896f3297.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/148529/slider/37c2aeb497872abcdbfc34805200ba28.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/148529/slider/f22f571a9ec7e5fc601178d57b948414.jpg
Barco movido a hidrogênio que reduz até 80% nas emissões de CO² inicia tour por portos brasileiros e fará parada no RJ
Idealizado pelo presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, a embarcação de 36 metros vai percorrer, a partir de março, o litoral brasileiro, de Belém (PA) até o Rio Grande do Sul. Em abril, o barco faz uma parada para demonstrações no Rio Boat Show, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. O tour técnico irá validar a operação de motores híbridos movidos a hidrogênio verde (H2V)
Por Administrador
Publicado em 25/02/2026 12:03
Sustentabilidade
Divulgação

A embarcação JAQ H1, do projeto JAQ Apoio Marítimo, inicia em março um tour técnico pelos portos brasileiros para validar a operação de motores híbridos movidos a hidrogênio verde (H2V). Idealizado pelo presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, em parceria com GWM e Itaipu Parquetec, o barco de 36 metros, o equivalente a cerca de 500 m2 de área, vai percorrer o litoral brasileiro, de Belém (PA) ao Rio Grande do Sul, com o objetivo de consolidar a redução de até 80% nas emissões de dióxido de carbono.
A agenda do primeiro semestre inclui a participação da embarcação no Rio Boat Show 2026, entre 11 e 19 de abril, na Marina da Glória. Durante o evento, o JAQ H1 servirá como plataforma para visitas técnicas e navegações demonstrativas.
O cronograma antecede a assinatura da regulamentação do Marco Legal do Hidrogênio pela Casa Civil, compromisso firmado pelo ministro Rui Costa, durante a COP30, em Belém (PA), após inspeção técnica à embarcação, acompanhado pelo presidente do Grupo Náutica. 
A assinatura do decreto federal é a etapa final para a plena implementação das leis sancionadas em 2024. O processo legislativo culminou na Lei nº 14.948/2024, que instituiu a Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, e na Lei nº 14.990/2024, que criou o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC). Para a efetivação dos incentivos, o governo federal deve formalizar via decreto os critérios de habilitação ao Rehidro — regime que suspende PIS e Cofins na compra de equipamentos e insumos utilizados em obras de infraestrutura hídrica — e as regras para a concessão de R$ 18,3 bilhões em créditos fiscais previstos entre 2028 e 2032. 
A estrutura jurídica busca oferecer previsibilidade frente às metas da Organização Marítima Internacional (IMO). Em outubro de 2026, a IMO votará o Marco de Emissões Zero, que poderá instituir taxas de até US$ 380 por tonelada de CO2 emitida acima do limite permitido, previstas para entrar em vigor a partir de 2028. O setor marítimo nacional se antecipa a essas penalidades, que representam um passivo potencial de US$ 1 trilhão para a frota global. 
Na fase atual, o JAQ H1 utiliza motores dual-fuel da alemã MAN que operam com uma mistura de 20% de hidrogênio ao diesel e reduzem as emissões em até 80%. A tecnologia permite a reversão total para o combustível fóssil em caso de instabilidade no suprimento. Também como parte do projeto, o Porto do Açu (RJ) passou a integrar o JAQ como base oficial de testes para estudos de viabilidade comercial e logística. 
O investimento privado de cerca de R$ 150 milhões ainda abrange a construção do JAQ H2, já iniciada. A nova embarcação de 50 metros com entrega prevista para 2027 será equipada com um eletrolisador a bordo para gerar hidrogênio a partir da dessalinização da água do mar, o que elimina a dependência de infraestrutura externa de reabastecimento.
"A antecipação das operações técnicas em relação à assinatura do Marco do Hidrogênio permite que a regulamentação nasça baseada em casos reais de navegação. A indústria necessita desta convergência entre as metas da IMO e a legislação brasileira para viabilizar a transição de frotas comerciais", afirma Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e idealizador do projeto.
As escalas de 2026 do JAQ H1 serão utilizadas para pesquisas e demonstrações, para a coleta de dados oceanográficos e compartilhamento de relatórios técnicos. Equipado com um auditório com capacidade para 40 pessoas, o barco também reunirá em suas paradas estudantes do ensino público e privado, funcionando como um centro de educação e de conscientização flutuante. 

Comentários
Comentário enviado com sucesso!