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Asfalto-borracha completa 25 anos no Brasil com 30 milhões de pneus reciclados
Tecnologia desenvolvida pela GRECA Asfaltos transformou um passivo ambiental em matéria-prima para pavimentos mais duráveis e sustentáveis
Por Administrador
Publicado em 23/07/2026 12:09
Sustentabilidade
Divulgação - amostra de asfalto-borracha - Greca Asfaltos

Trinta milhões de pneus que poderiam permanecer descartados por séculos no meio ambiente ganharam uma nova destinação nas rodovias brasileiras. A marca foi alcançada nesta quarta-feira, 22, pela GRECA Asfaltos, pioneira na técnica de utilizar borrachas em asfalto no Brasil, que completa 25 anos. A iniciativa contribuiu para a diminuição do passivo ambiental causado pelos pneus e fortaleceu a economia circular na pavimentação nacional.

Produzido com a incorporação de aproximadamente 15% de pó de borracha proveniente de pneus reciclados ao ligante asfáltico, o ECOFLEX, como é conhecimento, é responsável por reduzir até 35,9% nas emissões de CO2 por metro de camada instalada, segundo pesquisa da Politécnica de Torino (2022). O uso de borracha em pavimentos indicam menor consumo de combustíveis fósseis e redução da energia necessária ao longo do ciclo de vida do pavimento, fatores que contribuem para uma infraestrutura mais eficiente e alinhada as políticas públicas voltadas à descarbonização. 

"O pneu deixou de ser apenas um resíduo para se tornar um componente de engenharia. Quando incorporamos esse material ao pavimento, estamos aumentando sua durabilidade e, ao mesmo tempo, dando uma destinação ambientalmente adequada a um resíduo que levaria centenas de anos para se decompor. É um exemplo de como inovação e sustentabilidade podem caminhar juntas na infraestrutura", afirma o CEO da GRECA Asfaltos, Edenilson Dalbosco.

Desempenho 

Além do benefício ambiental, a tecnologia apresenta ganhos operacionais. Em comparação ao asfalto tradicional, a solução com borracha apresenta menor acúmulo de água e maior aderência. A redução de ruído na rolagem dos pneus chega a 5 decibéis, o que significa maior conforto para quem utiliza as rodovias. Estudos das universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de São Paulo (USP) comprovaram que o asfalto-borracha possui 5,5 vezes mais resistência à reflexão de trincas em comparação ao asfalto convencional. Ainda, apresenta mínima deformação sob temperatura elevada, com desempenho semelhante ao de asfaltos modificados por polímeros importados. 

Por todo Brasil

Em 25 anos, o asfalto-borracha ganhou espaço nos projetos rodoviários e urbanos em diferentes regiões do país. No Sudeste, por exemplo, o sistema Anhanguera/Bandeirantes é totalmente feito com ECOFLEX. As rodovias Washington Luis, Régis Bittencourt e Imigrantes, em São Paulo, e a BR-101, no Espírito Santo, possuem trechos com asfalto-borracha. No Sul de Minas Gerais, obras executadas em estradas entre os municípios de Monte Belo, Areado e Muzambinho, com cerca de 100 quilômetros, receberão até o final do ano asfalto produzido com borracha de pneus reciclados, de acordo com a EPR Vias do Café.

No Sul, em Santa Catarina, a BR-470, recém duplicada; as BR-282 e 280; e as SCs 350, 156, 465 e a 401, possuem trechos com a incorporação de asfalto. No Paraná, rodovias administradas pela concessionária Motiva Paraná também recebem o pavimento. A mais emblemática das obras, entregue neste ano, a Ponte de Guaratuba, utilizou cerca de 600 toneladas de asfalto-borracha, em um total de 70 mil metros quadrados de área de pavimentação e 3 quilômetros de extensão total, incluindo os 1,24 km da ponte e as vias de acesso. 

Para Dalbosco, a marca de 30 milhões de pneus reciclados representa uma mudança de paradigma na engenharia rodoviária brasileira. "Durante muito tempo, sustentabilidade era tratada como um benefício adicional das obras. Hoje ela faz parte da própria estratégia de engenharia. Projetar pavimentos que durem mais, utilizem materiais reciclados e demandem menos manutenção significa reduzir custos, preservar recursos naturais e entregar infraestrutura de melhor qualidade para a sociedade."

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