A carteira de investimentos em mobilidade urbana do Ministério das Cidades já chega a R$ 65,6 bilhões para todo o Brasil desde 2023. O ministro das Cidades, Vladimir Lima, nesta terça-feira, 11/8, destacou os investimentos do Ministério em mobilidade na abertura do Seminário Nacional da NTU. O evento abre oficialmente a programação da Feira Latino Americana de Transporte - LAT.BUS 2026.
Os recursos são disponibilizados pelo governo federal para apoiar projetos locais de investimentos, em estados e municípios, voltados para melhorar o transporte público para a população urbana. No Brasil, 85% da população vive em cidades.
Dentro do total, o Ministério investe cerca de R$ 45 bilhões infraestrutura de mobilidade urbana selecionados pelo Ministério das Cidades dentro do programa para Médias e Grandes Cidades no Brasil. Este programa investe principalmente em transportes com capacidade de transportar grande quantidade de passageiros como metrôs, trens, Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e os chamados BRTs, os sistemas de ônibus com acessos exclusivos que ficaram conhecidos pela sigla em inglês Bus Rapid Transport, que destaca a velocidade desse tipo de ônibus, além de faixas exclusivas para ônibus, ciclovias e outros.
O restante dos investimentos em mobilidade urbana do Ministério das Cidades , mais de R$ 20 bilhões são do programa de Refrota, que apoia a renovação de frotas de ônibus com veículos não apenas novos como também mais amigáveis com o meio ambiente, como os enquadrados no padrão europeu Euro 6, de emissões reduzidas, e os ônibus elétricos.
O ministro e o diretor do BNDES, Nelson Barbosa, lembraram do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), feito em parceria do Ministério com o banco, voltado para o planejamento de longo prazo e que identificou 187 projetos estruturantes de mobilidade urbana nas 21 maiores regiões metropolitanas do Brasil que significam investimentos de R$ 430 bilhões.
“A nova fronteira de investimentos é a mobilidade urbana”, disse o ministro, que lembrou que quando os projetos previstos no ENMU significam também uma redução de emissão de gás carbônico de 3,1 milhões de toneladas por ano quando todos estiverem prontos. “A descarbonização da frota é um compromisso”, disse o ministro.
Barbosa também lembrou o incentivo do governo à indústria nacional de ônibus elétrico, inclusive o Refrota.
A eletromobilidade é um dos temas de destaque na feira e está exposta nos stands da feira onde há exposição de ônibus elétricos, inclusive do tipo BRT. Entre as empresas nacionais, estão a Eletra, fabricante de ônibus elétricos, e a Weg, tradicional fabricante de motores e que está mostrando na feira carregadores de baterias para ônibus.
O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), Igor Nogueira Calvet, defendeu a eletrificação de frota e a indústria nacional de ônibus elétrico, por gerar emprego e renda.
Nesta edição do Seminário Nacional da NTU, a primeira após a sanção, em junho deste ano, da Lei 15.432, Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano, o Seminário debate a construção de uma política nacional de financiamento para o transporte público coletivo. No Brasil, o Marco Legal permite criar fontes alternativas de recursos para custear o transporte coletivo, como concessões para lojas em terminais de transportes urbanos. O objetivo é reduzir a dependência da tarifa paga pelo usuário para financiar o sistema e, com isso, o custo das passagens.