O uso de bicicletas elétricas e scooters vem crescendo nas cidades brasileiras e se consolidando como uma alternativa prática para deslocamentos curtos no dia a dia. Segundo a Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), a projeção de bicicletas elétricas em circulação para 2025 era de 300 mil unidades, podendo chegar a um crescimento de 55% até o final do ano. Com mais pessoas adotando esses modais, aumenta também a importância de reforçar boas práticas de circulação para garantir segurança e melhorar a convivência entre todos os usuários do trânsito.
Para Rodrigo Affonso, cofundador da Lev, líder em mobilidade elétrica leve no Brasil, a expansão da micromobilidade elétrica nas cidades exige atenção não apenas à infraestrutura urbana, mas também ao comportamento de quem utiliza esses veículos. “Bicicletas elétricas e scooters são soluções importantes para a mobilidade urbana, mas o uso responsável faz toda a diferença. Respeitar as regras de circulação e manter atenção ao entorno ajuda a tornar o trânsito mais seguro para todos”, afirma.
Segundo Rodrigo, algumas atitudes simples podem contribuir para reduzir riscos e tornar a convivência no trânsito mais harmoniosa. Entre elas está o respeito à sinalização viária, como semáforos, placas e faixas de pedestres, regras que também se aplicam a quem utiliza bicicletas elétricas ou scooters. A prioridade ao pedestre é outro ponto fundamental, especialmente em áreas compartilhadas ou próximas a calçadas, onde a recomendação é reduzir a velocidade e manter atenção redobrada.
Sempre que possível, o ideal é utilizar ciclovias e ciclofaixas, que oferecem um espaço mais adequado e seguro para esse tipo de deslocamento. Em locais com maior circulação de pessoas, manter velocidade moderada e evitar manobras bruscas também ajuda a prevenir acidentes. “A convivência entre diferentes modais depende muito de comportamento. Reduzir a velocidade em áreas movimentadas e manter distância segura ao ultrapassar são atitudes simples que fazem diferença no dia a dia das cidades”, explica o diretor.
A atenção durante a condução também é um fator decisivo para a segurança. Evitar o uso do celular enquanto estiver em movimento e manter o foco no trânsito ao redor são cuidados essenciais. Antes de iniciar o trajeto, recomenda-se ainda verificar as condições do veículo, como freios, pneus e iluminação. O uso de equipamentos de segurança, como capacete e itens de sinalização, também contribui para aumentar a proteção durante o deslocamento.
Além das boas práticas de condução, conhecer as regras que regulam as bicicletas elétricas no Brasil é outro ponto importante. A legislação brasileira estabelece que a maioria desses veículos se enquadra na categoria de bicicleta com pedal assistido, com potência de até 1000 W e velocidade limitada a 32 km/h. Nesses casos, não é necessário possuir carteira de habilitação nem realizar emplacamento, mas a bicicleta deve contar com equipamentos obrigatórios de segurança, como campainha, indicador de velocidade, iluminação noturna e retrovisores.
Caso o veículo ultrapasse esses limites de potência ou velocidade, ele passa a ser classificado como ciclomotor, o que exige habilitação específica, registro e uso de capacete. Para Affonso, entender essas diferenças ajuda os usuários a circularem com mais segurança e dentro das normas. “A micromobilidade tem um papel cada vez mais relevante nas cidades. Quando o usuário conhece as regras e adota boas práticas no trânsito, contribui para uma circulação mais organizada e segura para todos”, conclui.