Contagem regressiva para a 30ª Competição Baja SAE Brasil – Etapa Nacional, que irá ocorrer nos dias 26 a 30 de março de 2025. A Escola Politécnica da USP, com a equipe Poli de Baja está preparada para competir com as 54 equipes participantes da etapa Nacional, cujos vencedores irão participar da etapa internacional, nos Estados Unidos.
A equipe Poli de Baja participa da competição Baja SAE Brasil desde 2001 e já conquistou vários prêmios, inclusive internacionais. O orientador do projeto é o Prof. Dr. Marcelo Alves, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Poli-USP. “O aluno que inicia o projeto não é o mesmo que finaliza. Ele se torna mais focado, capaz de lidar com desafios, engajado nos conteúdos técnicos, pois percebe a diferença que o conhecimento traz nas soluções dos desafios encontrados”, comenta.
Para chegar na etapa nacional, a competição elabora regulamentos, competições regionais e também um Desafio Técnico, que é alterado anualmente. Para 2025 o desafio foi elaborar um diagnóstico preciso e abrangente das Emissões de Gás de Efeito Estufa (GEE) associadas à produção de veículos. “Este desafio exigiu bastante empenho do time para obter com rastreabilidade os mais diversos dados, desde a emissão da queima do combustível nos testes até o quanto os nossos fornecedores emitem para usinar uma peça. Grande foi o comprometimento dos membros em contribuir para a coleta de dados e sobre as premissas ou hipóteses mais verossímeis para realizarmos os cálculos e verificarmos se havia coerência das informações” comenta o Capitão e Diretor de Projetos da equipe Poli de Baja, César Lima. “Ressalto que a presença de professores especialistas nos permitiu consultas de qualidade que contribuíram para o desenvolvimento do Relatório do Desafio Técnico”, complementa César Lima, que participa pela 3ª vez da competição e nesse ano como Capitão.
Equipes multidisciplinares: fórmula campeã
A participação no Projeto Baja é aberta a todos os alunos da Escola Politécnica, e o resultado disso é uma equipe multidisciplinar, na qual cada um traz contribuições diferentes. “Acho que a motivação entre os membros é o senso de desenvolvimento pessoal, realização de algo além do curso escolhido, e querer desenvolver um projeto de engenharia, competir e ganhar”, diz o Capitão. A equipe de 2025 reúne 48 membros das áreas de engenharia mecânica, elétrica, mecatrônica, minas, materiais, civil, computação, ambiental e produção. Do total, 16% são mulheres.
Dificuldades + falhas + acertos = superação
Fazem parte dos projetos Baja o planejamento do Negócio, Marketing, Comunicação interna e externa, além do desafio tecnológico conceitual (GEE), e a completa concepção e fabricação do veículo. “Superamos diversas dificuldades, como um defeito no último protótipo durante a competição regional e atrasos de fornecedores externos que quase comprometeram nosso cronograma”, lembra César Lima. “Nossa equipe conseguiu ampliar o número de patrocinadores e tornar a divulgação mais frequente nas mídias sociais, processos que cresceram gradativamente. São tarefas de alto nível pois exigem uma equipe que é capaz de correr atrás e planejar uma agenda de comunicação forte”, complementa.
Para o Capitão César Lima, que está no 4º ano do curso de Engenharia Elétrica, o projeto desse ano se mostra especial pela superação dos pontos críticos do último protótipo, cujos resultados nos testes estão mostrando uma boa melhora em performance, com bons resultados nas provas estáticas. “Estamos bem preparados para participarmos da competitiva etapa Nacional da 30ª Competição Baja SAE Brasil”, afirma.
Dentre os patrocinadores do projeto Poli de Baja encontram-se os Amigos da Poli (Fundo patrimonial da Escola Politécnica da USP), Tractian, BPZ Máquinas e Equipamentos Industriais, Beta, Pozelli e mais 58 colaboradores.
Imagem: Divulgação Poli-USP