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Como os lubrificantes evoluíram para atender motores diesel mais eficientes e com pós-tratamento
Por Administrador
Publicado em 17/06/2026 12:03
Mercado
Divulgação

A evolução das regulamentações ambientais para veículos pesados trouxe mudanças profundas na engenharia dos motores diesel. No Brasil, a entrada em vigor da fase Proconve P8 (Euro VI), em 2022, marcou um novo patamar tecnológico no controle de emissões. E para atender aos limites mais rigorosos, os motores passaram a incorporar sistemas avançados de pós-tratamento de gases, além de operar com maior eficiência térmica, pressões de combustão mais elevadas e sistemas eletrônicos mais sofisticados. Nesse contexto, os lubrificantes também evoluíram para acompanhar as mudanças na arquitetura dos motores e garantir a durabilidade dos componentes e dos sistemas de controle de emissões.
“Historicamente, o lubrificante tinha como funções principais reduzir o atrito entre as peças móveis do motor, controlar o desgaste e evitar a formação de depósitos. Com a introdução das novas tecnologias de controle de emissões, porém, ele passou a desempenhar também um papel importante na preservação do sistema de pós-tratamento”, afirma Alberto Freitas, head de Vendas da Valvoline no Brasil.
“Isso ocorre porque determinados elementos presentes na formulação do óleo podem gerar resíduos que, ao longo do tempo, se acumulam no sistema de escape e comprometem a eficiência de componentes como o filtro de partículas diesel (DPF). Uma das principais evoluções na formulação dos lubrificantes foi a adoção de tecnologias Low SAPS, caracterizadas pelo baixo teor de cinzas sulfatadas, fósforo e enxofre”, afirma o executivo.
Quando presentes em níveis elevados, esses elementos podem contribuir para a formação de resíduos que se acumulam no DPF, localizado no sistema de pós-tratamento. Ao reduzir esses compostos na formulação do óleo, os lubrificantes modernos ajudam a preservar a eficiência do sistema de filtragem e prolongar a vida útil do componente.

Resistência térmica e estabilidade química
Motores mais modernos operam com pressões de combustão e temperaturas mais elevadas, o que acelera a degradação do lubrificante. Por isso, as formulações mais recentes passaram a oferecer maior resistência à oxidação, melhor estabilidade térmica e maior capacidade de manter suas propriedades ao longo do tempo.
Lubrificantes de categorias mais recentes, como os definidos pela especificação API CK-4, foram desenvolvidos justamente para suportar essas condições mais severas de operação.
Além do óleo básico, os lubrificantes modernos dependem de pacotes de aditivos mais sofisticados para manter o desempenho do motor. Entre os principais componentes estão os detergentes, que neutralizam ácidos formados durante a combustão, e os dispersantes, que mantêm partículas contaminantes em suspensão no óleo, evitando a formação de depósitos em regiões críticas do motor. Aditivos antidesgaste também contribuem para reduzir o atrito entre superfícies metálicas, aumentando a durabilidade de componentes como pistões, anéis e válvulas.

Compatibilidade com combustíveis modernos e mais sustentáveis
Outro fator que influenciou a evolução dos lubrificantes foi o aumento do uso de biodiesel nas misturas de diesel comercializadas no Brasil. “O biodiesel pode acelerar a oxidação do óleo e aumentar a formação de ácidos. Por isso, as formulações modernas passaram a incorporar maior capacidade de controle de oxidação e neutralização desses compostos, garantindo maior estabilidade química do lubrificante”, reforça Freitas.

Lubrificantes CK-4 e aplicação no mercado
Nesse cenário, os lubrificantes classificados como API CK-4 surgiram como uma resposta às demandas dos motores diesel mais modernos. Essa categoria foi desenvolvida para oferecer maior proteção contra desgaste, maior resistência à oxidação, melhor controle da formação de depósitos e compatibilidade com os sistemas de pós-tratamento de emissões.
Embora tenham sido projetados para atender motores mais recentes, esses lubrificantes também podem ser utilizados em motores de gerações anteriores, oferecendo maior estabilidade química, proteção contra desgaste e eficiência operacional.
Entre os lubrificantes disponíveis no mercado que atendem a essas exigências está o Valvoline Premium Blue CK-4, desenvolvido para aplicações em motores diesel pesados. O produto utiliza óleo básico do Grupo II, que oferece maior estabilidade térmica e resistência à oxidação em comparação com formulações baseadas em Grupo I. A formulação também incorpora pacotes de aditivos detergentes e antidesgaste que contribuem para a limpeza interna do motor e para a proteção de componentes submetidos a altas cargas.
Com essas características, lubrificantes dessa categoria podem suportar intervalos de troca mais longos, que, dependendo das condições de operação e do monitoramento do óleo, podem superar 60 mil quilômetros.

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