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Linha 17-Ouro do Monotrilho é entregue pela AGIS ao Metrô de São Paulo
Conclusão do sistema que conecta o Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária destaca a integração entre engenharia civil, sistemas e operação
Por Administrador
Publicado em 01/04/2026 12:12
Mobilidade
Divulgação

A AGIS realizou a entrega da Linha 17-Ouro do Monotrilho ao Metrô de São Paulo e ao Governo do Estado, consolidando um novo eixo de mobilidade urbana na capital paulista. Com 6,7 km de extensão e oito estações elevadas, a linha conecta o Aeroporto de Congonhas à malha metroferroviária, com integração à Linha 9-Esmeralda (Morumbi) e à Linha 5-Lilás (Campo Belo).
A atuação da AGIS abrangeu a execução integrada das frentes de engenharia civil e sistemas, incluindo o desenvolvimento de projetos executivos, implantação da infraestrutura, integração dos sistemas e preparação para operação.
“A entrega da Linha 17-Ouro do Monotrilho reflete um trabalho estruturado de engenharia, baseado em integração entre disciplinas, planejamento técnico e governança. É um exemplo de como método e organização viabilizam projetos dessa escala”, afirma José Lima, presidente da AGIS.

Engenharia integrada como base da entrega 
A execução foi conduzida sob modelo contratual integrado (turn-key), permitindo alinhar projeto, obras civis, implantação de sistemas, testes e preparação para operação em um fluxo contínuo.

Entre as principais entregas realizadas pela AGIS, destacam-se:
- conclusão de sete estações elevadas
- implantação do Pátio Água Espraiada, base de manutenção e estacionamento dos trens
- finalização das vias elevadas ao longo do traçado
- execução da Subestação Primária Bandeirantes
- implantação e integração dos sistemas de energia e sistemas auxiliares

A abordagem integrada permitiu coordenar múltiplas frentes de forma simultânea, garantindo consistência técnica em todas as etapas do projeto.

Infraestrutura civil: base física do sistema 
A infraestrutura civil foi executada para suportar integralmente a operação do sistema metroferroviário.
As sete estações elevadas foram concluídas com estrutura, arquitetura e instalaçõs prediais compatibilizadas com os sistemas ferroviários. O Pátio Água Espraiada foi entregue como base operacional completa, com oficinas, edificações técnicas e vias internas conectadas à linha.
A superestrutura do monotrilho, composta por vigas-guia de concreto protendido armado, foi implantada com controle geométrico preciso e rigoroso, assegurando as premissas de projeto toleráveis para o desempenho do material rodante e conforto do usuário ao longo de todo o traçado do elevado metroferroviário.
Cada viga, com aproximadamente 30 metros de comprimento e pesando 100 toneladas, exigiu logística especializada de transporte e içamento, além da alta precisão exigida para o correto posicionamento desses elementos sobre as travessas do elevado — com tolerâncias geométricas de até 3 milímetros nas vigas da via e 6 milímetros nas vigas do pátio - garantindo o alinhamento estrutural e o desempenho operacional do sistema.
A produção dessas peças seguiu um processo controlado, envolvendo montagem de armação, fechamento de formas, concretagem e cura monitorada, seguidos de desforma e verificação dimensional, assegurando que cada viga atendesse aos requisitos de precisão necessários para sua montagem em campo.
A etapa de içamento representou uma das operações mais sensíveis da obra, realizada com o uso de equipamentos de grande porte e planejamento logístico detalhado. Para viabilizar a montagem das vigas, foram utilizados um guindaste de 750 toneladas e outro de 600 toneladas, cuja montagem em campo demandou cerca de 10 horas de operação e mobilizou 22 carretas para transporte dos componentes, além de um guindaste de 110 toneladas de apoio para descarga dos contrapesos.
Em trechos como a Marginal Pinheiros e a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Água Espraiada), as operações exigiram bloqueios programados de vias, controle de tráfego e coordenação com órgãos públicos, garantindo a segurança das equipes e minimizando impactos no entorno. O posicionamento das vigas foi executado com precisão milimétrica, integrando engenharia, operação e gestão urbana em um mesmo processo.

O projeto também incluiu intervenções urbanas associadas, como:
- requalificação da Avenida Jornalista Roberto Marinho
- implantação de ciclovia ao longo do eixo da linha
- construção de equipamento comunitário e esportivo

Sistemas: energia, controle e operação 
A operação da Linha 17-Ouro do Monotrilho é suportada por um conjunto integrado de sistemas de energia e sistemas auxiliares.
A Subestação Primária Bandeirantes atua como ponto central de alimentação elétrica, conectada à rede externa e responsável pela transformação, proteção, medição e supervisão do sistema.

A distribuição de energia foi estruturada em diferentes níveis:
- alta tensão: recebimento e controle da energia
- média tensão: distribuição para estações e pátio
- tração: fornecimento de energia aos trens em corrente contínua
- baixa tensão: atendimento às cargas auxiliares

Complementam essa estrutura os sistemas auxiliares, incluindo climatização, ventilação, detecção e combate a incêndio, telecomunicações, CFTV e sistemas de energia de emergência.
Todos os sistemas foram implantados, integrados e validados conforme os requisitos técnicos e operacionais definidos.

Integração e preparação para operação 
A etapa final envolveu a integração entre os sistemas implantados, seguida de testes e comissionamento para validação de desempenho e segurança operacional.
O processo incluiu ensaios elétricos, verificação dos sistemas de automação e supervisão, além de testes integrados em ambiente operacional.
Na sequência, foi realizada a operação assistida, com transferência de conhecimento, treinamento das equipes e acompanhamento técnico inicial, assegurando a transição para operação plena.

Entrega como resultado de método e coordenação 
A entrega da Linha 17-Ouro do Monotrilho evidencia a importância da engenharia integrada em projetos de infraestrutura urbana, especialmente na coordenação entre diferentes disciplinas e etapas.
“Projetos dessa natureza exigem alinhamento entre planejamento, execução e operação. A integração entre essas frentes foi determinante para garantir consistência técnica ao longo de todo o processo”, destaca José Lima.
A Linha 17-Ouro do Monotrilho passa a integrar o sistema de transporte da cidade como um novo vetor de mobilidade, conectando modais e ampliando o acesso da população a uma infraestrutura estruturada e integrada.

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