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A cada carro 0km vendido no Brasil em 2025, sete seminovos ou usados foram comercializados
Apesar do crescimento no valor médio por unidade, os veículos novos estão saindo mais rápido das concessionárias
Por Administrador
Publicado em 21/01/2026 12:00
Mercado
Reprodução

O mercado de carros usados ou seminovos bateu recorde histórico no Brasil, em 2025, superando a marca de 18,5 milhões de transferências, segundo a Fenauto. Esse resultado contrasta de forma discrepante com o volume de automóveis e comerciais leves licenciados no mesmo período: 2,547 milhões, de acordo com dados da Fenabrave. Dentro do setor automotivo, o cenário de ampla preferência pelos carros usados é observado em todo o mundo e não é uma novidade, mas o Brasil teria elevado essa lógica a um patamar até então desconhecido. “Estamos falando de uma proporção que beira os 7 carros usados vendidos para cada carro novo nas ruas. E mesmo fazendo um recorte conservador, excluindo motocicletas e outras categorias, trata-se de volume gigantesco que move dezenas de milhões de decisões anuais de compra, venda, troca e financiamento”, afirma J.R. Caporal, CEO da Auto Avaliar. 
Outro fenômeno global, o elevado preço médio do veículo novo pode ser uma das respostas, segundo Caporal, se tornando um produto elitizado de difícil acesso. Ele lembra que, em 2021, o carro 0km de entrada no Brasil ficava na casa dos R$ 53 mil: o Renault Kwid Zen aparecia por R$ 53.690 e o Fiat Mobi Like por R$ 53.490. Em janeiro de 2026, o tíquete médio encosta nos R$ 80 mil: o Kwid Zen é listado a R$ 78.690 e o Mobi Like a R$ 81.060. “Na prática, isso significa que o “primeiro degrau” do 0km subiu cerca de 46,6% (Kwid) a 51,5% (Mobi) em cinco anos, antes mesmo de entrar na conta de juros, e é exatamente aí que o seminovo vira a rota natural de quem quer mobilidade sem transformar o carro em um compromisso financeiro desproporcional”.
Apesar do crescimento no valor médio por unidade, os veículos 0km estão saindo mais rápido das concessionárias. O último PVZ - Estudo de Preços de Veículos Zero Km, feito pela MegaDealer com dados da Auto Avaliar, mostrou que, em dezembro, o tíquete médio subiu para R$174.621, considerando todas as categorias, enquanto o giro de estoque caiu de 36 para 32 dias em média. Estudo considerou dados de mais de 700 mil operações de vendas de veículos Zero KM em todo o ano de 2025 para chegar aos indicadores-chave de performance e informações qualificadas sobre precificação e descontos praticados pelas concessionárias. 
Fábio Braga, Country Manager da Megadealer, destaca o impacto positivo do programa de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que entrou em vigor em julho de 2025. “Os preços foram impactados prioritariamente por dois fatores chave: a entrada de novas marcas chinesas, lançando veículos eletrificados em diferentes segmentos, e a redução de impostos ocorrida no meio do ano, que aumentou a competitividade especialmente nos segmentos de entrada do mercado”, diz. 
Já entre usados e seminovos, a alta nas vendas do segmento fez com que o preço dos veículos atingisse um patamar recorde em dezembro, chegando a um tíquete médio de R$ 90.892. No período, o giro de estoque, que antes aparecia com média de 39 dias, caiu para 37. Os dados são do Estudo Megadealer de Performance de Veículos Usados (PVU) powered by Auto Avaliar. “Em termos de rentabilidade, o nosso estudo mostrou que, na média geral, o ROI (retorno sobre investimento) dos seminovos ficou na casa de 62%, indicando que o mercado começa o novo ano ainda mais forte e competitivo”, ressalta Fábio Braga. 
O 0km, portanto, deve ser encarado apenas como a ponta da cadeia, nunca o seu fim. J. R. Caporal acredita que a montadora que ignora o ciclo de vida do veículo está terceirizando o futuro de sua própria marca para a desorganização do mercado informal. “Controlar o valor residual, organizar programas de recompra e criar mecanismos para sustentar o preço do seu próprio seminovo é vital. Essa atuação protege toda a rede de concessionárias e, fundamentalmente, sustenta o preço do carro novo, garantindo solidez à marca no longo prazo”, avalia. 

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